Não sei se a rosa chorava
nessa madrugada fria,
fria para quem ficava
fria para quem partia;
só sei que quando a beijava
me molhava
me molhava e me sabia
na boca com que a beijava,
como saber me soía
o choro da minha amada
quando sem querer padecia
daquilo a que ela chamava
poesia.
Agora eu triste partia
e ela sozinha ficava
eu, dizendo que voltava
e ela, que não mais me via.
E isto chorando me dava
aquela rosa sombria
que chorava
ou parecia...
Geraldes de Carvalho
Do livro "Sombras de Alma" publicado em 1955
3 comentários:
eu voltei. e já coloquei minha leitura em dia aqui. parece estou acordando de um sono de mil noites. vamos, então. "corações ao alto", na medida do possível.
bisou
Ps: já quis ser Lara Croft.
Ótima escolha!
Tenha uma grande semana.
Beijos*
Este faz-me lembrar alguns poemas da Amália Rodrigues, tb mto engraçados.
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